Sangue Nobre – Capítulo 01 – A criança trazida no cesto

SN - Cap. 1

 

Vegeta-sei era um planeta bonito. O céu vermelho carmim contrastava com o relevo verde e dourado. Era também um planeta muito rico, a raça dos sayajins, além de grandes guerreiros, eram comerciantes afinados e exportavam tecnologia bélica e aeroespacial. Possuíam colônias em diversos planetas que haviam conquistado. O Rei daquele planeta, era conhecido como um dos guerreiros mais fortes do universo. Sendo seguido diretamente por seus soldados de primeira classe, em nível de força. O castelo da família real era uma suntuosa e imponente construção de pedra e mármore que ocupava um área imensa na região central da principal cidade do planeta, conhecida como Distrito Real.
Aquele dia, no castelo, o rei encontrava-se ansioso aguardando a volta de seu general. A pouco fora informado do ataque realizado por seres de um planeta inimigo à casa de seu chefe de tecnologia. Encontrava-se andando em círculos à frente do trono. A rainha o observava, também visivelmente preocupada. O chefe de tecnologia era uma pessoa muito importante para o rei. Ele gerenciava toda a criação de tecnolgias que impulsionavam o comércio do planeta, era uma peça chave para o sucesso dos negócios. E o rei estava preocupado.
No que pareceram horas depois, o general entrou pela grande porta dourada da sala do trono, acompanhado por dois de seu melhores guerreiros.
– Então? – o rei perguntou voltando-se para o general que lhe fazia uma reverência.
– Tudo destruído, majestade. – disse o guerreiro. – Nada podemos fazer. O cientista e a esposa foram mortos.
– Maldição – o rei rosnou enfurecido. – Tenho certeza que foi um ataque para nos enfraquecer comercialmente, depois que o Briefs inventou a tecnologia das cápsulas eu imaginei que provocaria a raiva de alguns concorrentes, devia ter protegido melhor ele e sua família.
Nesse momento, o rei foi tirado de seus pensamentos por um choro de criança.
– Mulher- disse voltando-se para rainha – já não disse que não trouxesse o príncipe para a sala do trono? ´indagou impaciente.
– Esse choro não é do príncipe, querido – A rainha falou com firmeza levantando-se e observando um cesto que um dos soldados carregava, o rei também percebeu.
– Bardock, o que é essa coisinha? – o rei interpelou após aproximar-se do cesto e olhar a criança que chorava a plenos pulmões.
– Eu já ia lhe falar, majestade. Essa é a filha do sr. Briefs, a pequena Bulma.
– Achei que você disse que todos tinham morrido. – o rei falou observando a criança que não parava de chorar.
– Não, majestade. Eu disse que o cientista e a esposa foram mortos, não mencionei a menina. Na verdade, creio que o alvo dessa ação era a criança. Os pais a protegeram em um berço fechado que só poderia ser aberto por um sayajin. No local em que estavam seus corpos, parecia que tinha lutado para proteger a criança.
– E por que aqueles bandidos iriam querer essa estranha coisinha de cabelo azul? – o rei indagou pegando na pequena mãozinha do bebê.
– Majestade, não se lembra que quando a menina nasceu, a medição de seu Q.I. ultrapassou a de qualquer ser já avaliado até mesmo do dr. Briefs?
– Hum, é mesmo- o rei colocou a mão no queixo, lembrando-se. – Será que queriam a menina para que trabalhasse para eles quando crescer?
– É o que achamos, majestade.- concluiu o General Bardock.
– Então o que farei com essa criança? – interrogou-se o rei.
– Você deveria deixá-la conosco, querido. – a rainha falou para o marido. Ela acabara de tirar a criança do cesto e a ninava em seus braços, a menininha parou de chorar imediatamente. Os soldados olhavam impressionados a habilidade da rainha com a criança.
– Deixá-la no castelo? – o rei perguntou, sem entender.
– Sim – a rainha continuou – assim você poderá protegê-la e treiná-la para ser nossa cientista – concluiu simplesmente. – Além de tudo, ela não é a coisinha mais linda que você já viu? – falou contente mostrando a criança para o rei.
– Mulher, – o rei disse com um meio sorriso – as vezes acho que você não é sayajin, com esse seu coração mole…
– É exatamente isso que você gosta em mim- A rainha falou sorrindo para o marido. Sentou-se no trono com a criança no colo.
– Bem, senhores – o rei chamou a atenção do general e dos guerreiros. – A criança ficará conosco, e quero que empreendam uma busca para encontrar os assassinos dos Briefs. E Bardock, só uma coisa: quando encontrá-los, descubra quem repassou a informação sobre o Q.I da menina. Você me entende?
– Sim, majestade- Bardock falou dando um olhar de entendimento e saiu após uma reverência, entendeu o que o rei quis dizer, talvez houvesse um traidor entre eles.
Quando os guerreiros saíram o rei voltou-se para sua esposa.
– E agora, mulher? – falou olhando a criança que sorria para ele. – o que faremos com essa coisinha?
– Pode deixar que cuido dela, meu amor. Vou conseguir uma ama-seca. Essa garotinha será uma ótima companhia para o nosso filho, pelo menos teremos mais alguém da idade dele nesse castelo.
– Não fale bobagens, mulher- o rei falou com a voz mansa, pegando numa mecha do cabelo negro da esposa – Sabe que seu filho será treinado para ser um guerreiro, não vai ficar por aí com uma garotinha.
– Apesar de guerreiro, ainda assim ele será uma criança. – A rainha falou encerrando o assunto.
– Que seja – disse o rei, raramente contrariava a esposa. – Vou sair até a ala tecnológica. Preciso nomear um substituto para o Dr. Briefs, sei que não encontrarei outro igual, mas vou ver o que faço por agora.
A rainha observou o marido saindo pelo tapete vermelho até a porta do salão do trono. A capa também vermelha esvoaçando no ar. Olhou novamente a criança de cabelo turqueza que sorria em sua direção. Ela sorriu também.

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